Amor, sentimento que nos enlouquece

 

O amor, tanto se escreve sobre este sentimento que poderá dar-nos as maiores alegrias, vivenciarmos a magia nele contido, preparar com a coragem de vencer um dia de cada de vez mas porém, há porém um senão:
Ninguém é de ninguém, quem imaginar que poderemos amar incondicionalmente alguém que nos pertencerá, mentira é um engano. Num momento estaremos a contemplar a magia do amor que nos envolve numa pureza de momentos e de um momento para o outro,  tudo se evapora. Sentimos totalmente perdidos, a naufragar em pleno oceano sem horizontes sem um raio de sol. Perdidos, a sabor da maresia  a turvar o nosso olhar.
Amor, sentimento que nos enlouquece, que nos aquece nas manhãs frias de Janeiro, Amor escaldante. No momento que,  esse amor divino nos acontece, uma vez na vida do qual consideramos o nosso Amor verdadeiro, é só uma única vez nas nossas vidas, não tem um botão “replay” para nos acontecer quando nos apetece. Na verdade poderá surgir para uma temporada, num propósito que nos fazer crescer, e depois poderá desaparecer num dia de nevoeiro. Outras vezes, surgirá numa estação para voltar a renascermos para a beleza da vida, voa no fim da época como uma andorinha que por aqui, passou. Sendo que acabaremos, por passar um bom momento, acharemos ser a personagem principal de uma história que esperamos não ter fim.
Amor, palavra expressada por tantos poetas, por cantores, por pseudo-apaixonados ou por palavra por palavra, nunca saberão quem somos e o que dizemos é verdadeiramente sentido no nosso interior. Só o tempo, sempre nos dirá, será o nosso amigo do aconchego das nossas lágrimas, só o tempo nos observará as nossas alegrias e o nosso encanto, só o tempo nos fará olhar com outros olhos, aqueles mesmos olhos que outrora, embelecia e agora escorrem lágrimas de grande mágoa. Só o tempo revelará o verdadeiro momento e a razão dos acontecimentos.
Mas não amamos por amar, sentimos apaixonados, deliramos o momento, vivemos livremente sem qualquer barreira e abertamente sem temermos de nos ferir, sentimos saudades da ausência, acreditamos que no amor não iremos sentir dor,... mas é pura mentira. Choramos pela sua perda, tentamos mais uma vez acreditar que no Amor não iremos sentir qualquer dor... ilusão.
Amar é uma entrega absoluta sem qualquer barreira, mesmo que nos magoem, que nos desfiram, que não seja o que pensávamos que seria… amar é uma dádiva e não um receber o que quer que seja, dando-nos para além de nós próprios mesmo que isso signifique perder alguma coisa… amar pode ser a perda de nós mesmos em prol de alguém que precise mais do que eu próprio preciso e pode significar, portanto, dor, lágrima, choro, tristeza, amargura, infelicidade, desespero, quiçá até mesmo desamor… amar não é sorrir e dizer: Que bom, amei verdadeiramente! … E permitir esse alguém possa seguir o seu novo rumo, o seu novo caminho mesmo que não se cruze com o nosso. Amar é deixar partir sem amarrar, de forma que se tiver que seguir que o possa fazer, livremente. Amar é uma descoberta por descobrir num labirinto de emoções, amar é saber querer amar…
Voz do vento...
publicado por Voz do vento às 23:52 | favorito
sinto-me: Melancolica
música: João Pedro Pais - Mentira