05
Out 08

Amar ...

 
“…amo desde o momento que quero amar até ao momento em que decido não amar… para amar é preciso querer amar como quem tem frio e quer calor ou como quem está cansado e quer descansar… tão simples quanto isso: é apenas um acto de exercício de um querer… não amamos por amar ou porque fomos aprender a amar como quem vai aprender uma nova disciplina; só se aprende uma nova ciência desde que se queira aprender; é preciso querer aprender; ninguém é obrigado a amar como ninguém é obrigado a não amar ou até mesmo a odiar… para amarmos é preciso que se queira amar: dizer mesmo – eu quero – e sentirmos que esse é um querer simples e sem artifícios… amar é uma entrega absoluta sem qualquer barreira, mesmo que magoe, que fira, que não seja o que pensávamos que seria… amar é uma dádiva e não um receber o que quer que seja, dando-nos para além de nós próprios mesmo que isso signifique perder alguma coisa… amar pode ser a perda de nós mesmos em prol de alguém que precise mais de mim do que eu próprio preciso e pode significar, portanto, dor, lágrima, choro, tristeza, amargura, infelicidade, desespero, quiçá até mesmo desamor… amar não é sorrir e dizer: Que bom, amo!… amar é dizer eu estou aí em ti e não em mim… amar é olhar para mim e sentir que só faço falta a ti e que me sobro a mim próprio… amar é tão simplesmente isso: querer estar naquele que precisa de mim mesmo que isso queira dizer que me perca, que deixo de ser o que sou ou o que gostaria de ser, mesmo que signifique a dor e a perda que tanto abomino e não desejo… para amar basta apenas querer amar… e a lágrima escorre pela minha face e a dor é forte mas, eu quero amar!…”
                                                                                    in    (Joaquim Nogueira)
Voz do vento ...
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05
Out 08

Teremos de cuidar da nossa "bagagem"

 

 

 

 

Todos nós somos "viajantes". Todos nós temos um "bilhete" de ida e de volta. Todos nós teremos de cuidar da nossa "bagagem", cuidando bem dela. Que nada falte no momento de apanharmos o "comboio", que nunca falta, na hora certa, para vir buscar o seu "passageiro".

E como acontece neste mundo-escola, em que os distraídos vão fazer uma viagem e ficam aborrecidos ao chegarem à localidade, ao abrirem a sua mala e verificarem que nela falta algo de valor, que não vos suceda o mesmo ao chegarem ao fim da "viagem", verificando que algo de valor nos esquecemos de trazer. E eis que é necessário, é chegado o momento que todos têm de estar preparados, para que nessa "viagem" - que o "comboio" chega sempre à hora certa - tragam tudo na vossa "bagagem". Que nada vos faça arrepender de algo valioso terem-se esquecido.

 

 

 

 

 

                                                                          Francisco M'gonhé da Silva

                                                                                           1887-1959

 

Voz do vento ...

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